domingo, 24 de novembro de 2013

A voz do moinho

Quando eu era moço e cria
que o mundo era todo meu
e com a minha alegria
enchia a Terra eo Céu,

num cerro perto gemia
um moinho: e enquanto eu
era feliz, noite e dia
triste, o moinho gemeu.

Eu ria, sem um cuidado;
Mas do moinho a buzina
 chorava num tom magoado!

Hoje, como no passado,
discordante é nossa sina:
- Eu choro... ele está calado!
(autor: Cristóvão Aires)


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