ela não me segue,
eu estou na minha sombra
e não vou em mim.
Sombra de mim que recebo a luz,
sombra atrelada ao que eu nasci,
distância imutável de minha sombra a mim,
toco-me e não me atinjo,
só sei do que seria
se de minha sombra chegasse a mim.
Passa-se tudo em seguir-me
e finjo que sou eu que sigo,
finjo que sou eu que vou
e não que me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre lá, sempre às portas de mim!
(autor: Almada Negreiros)
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um dos belos poemas do Almada !
ResponderEliminarLinda e nostálgica essa sombra de Almada Negreiros
ResponderEliminartrazida ao cimo pela sua sombra "Só tua"...
E é de uma beleza muito ao cimo dele e da sombra
que o acompanhou como poeta e amigo
E se desdobrou em sombra
fingindo que não era ele...
Espetacular poeta amigo!