terça-feira, 1 de outubro de 2013

caiu de chofre no rio
o sol

riram de vermelho amarelo e roxo
as ervas

estendem os braços e acariciam as águas
os salgueiros

gargarejam no leito
as pedras

riram as malvas e os lírios na margem

alvoraçadas as águas sussurram
impando nas pedras

sujo e triste
indiferente e manso
o Tejo
prossegue o caminho
do mar

lá onde há-de vestir-se de azul
enrendilhado de espuma
irá beijar as costas dos continentes

e nunca mais voltará a ser
o rio Tejo
que lambia a minha aldeia
(autor: Tibério Gil)

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