caiu de chofre no rio
o sol
riram de vermelho amarelo e roxo
as ervas
estendem os braços e acariciam as águas
os salgueiros
gargarejam no leito
as pedras
riram as malvas e os lírios na margem
alvoraçadas as águas sussurram
impando nas pedras
sujo e triste
indiferente e manso
o Tejo
prossegue o caminho
do mar
lá onde há-de vestir-se de azul
enrendilhado de espuma
irá beijar as costas dos continentes
e nunca mais voltará a ser
que lambia a minha aldeia
(autor: Tibério Gil)

Os meus parabéns ao autor deste poema, que gostei muito.
ResponderEliminarBj.
Irene Alves
Também gosto muito !!!
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